Tarifas de importação podem frear crescimento e impactar o PIB do setor

A construção civil, reconhecida como um dos pilares da economia brasileira e responsável por movimentar milhões de empregos diretos e indiretos, está em estado de atenção. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) manifestou preocupação com o possível aumento das tarifas de importação sobre insumos essenciais para o setor, como aço e PVC. Esses materiais são fundamentais para a execução de obras de todos os portes — desde pequenas reformas até grandes empreendimentos de infraestrutura.

Segundo a entidade, o impacto dessas tarifas vai muito além do aumento de custos para as empresas. Com materiais mais caros, há uma tendência de desaceleração no ritmo das obras, já que muitas construtoras podem rever cronogramas ou até adiar investimentos. Esse cenário não apenas afeta a produtividade e os prazos de entrega, como também repercute no valor final de imóveis e projetos, atingindo consumidores e investidores.

O momento é delicado porque a construção civil vinha desempenhando um papel central na recuperação econômica pós-pandemia, registrando crescimento e ampliando a geração de empregos. Uma elevação nos custos pode comprometer essa trajetória positiva, reduzindo a competitividade do setor e influenciando negativamente o Produto Interno Bruto (PIB) da construção.

Segundo especialistas, é fundamental que o governo e iniciativas privadas dialoguem em busca de soluções que preservem o avanço do setor, equilibrando a necessidade de políticas comerciais com a manutenção da acessibilidade e da eficiência nas obras. Afinal, manter a construção civil forte significa impulsionar não apenas o mercado imobiliário, mas toda a cadeia produtiva que gira em torno dele.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

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