Em 2026, obra boa não pode depender de improviso: planejamento, proteção e gestão

Na construção civil, é importante olhar para tudo o que deu certo (e errado) no canteiro e decidir o que não pode faltar nas obras de 2026.

E para isso, é necessário ter uma análise sobre três pilares que vão fazer diferença no seu resultado: planejamento, proteção de acabamentos e gestão de canteiro.


1. Planejamento de obra deixou de ser luxo, é sobrevivência

Planejamento de obras é, basicamente, o “mapa” que orienta cada etapa: orçamento, cronograma, uso de mão de obra, equipamentos e materiais. Um bom plano ajuda a evitar atrasos, desperdícios e retrabalho.

Estudos e materiais técnicos mostram que:

  • falta de planejamento aumenta atrasos, custos e compromete a qualidade;

  • um planejamento bem feito reduz gastos com materiais, melhora o uso do tempo da equipe e diminui a necessidade de serviços refeitos.

Na prática, para 2026, isso significa:

  • começar cada obra com escopo claro, orçamento detalhado e cronograma realista;

  • conectar o planejamento ao controle de obra, ajustando rota conforme o avanço;

  • integrar escritório e canteiro para que as decisões financeiras e técnicas conversem entre si.

Sem isso, qualquer aumento de custo (materiais, mão de obra, frete) corrói a margem antes mesmo da entrega.


2. Proteção de pisos e acabamentos: o “detalhe” que salva margem

Um ponto forte da matéria do G1 é o destaque para a proteção de pisos e acabamentos como item obrigatório nas obras em 2026 – especialmente em reformas e empreendimentos com acabamento de alto padrão.

Protetores de piso bem dimensionados ajudam a:

  • evitar riscos, trincas, manchas e quebras em revestimentos novos;

  • reduzir gastos com reposição de peças e retrabalho de mão de obra, que encarecem a obra e atrasam a entrega;

  • facilitar a limpeza final, deixando a entrega mais rápida e profissional.

Quando o piso não é protegido, qualquer descuido vira:

  • quebra de peça no transporte interno;

  • risco de ferramentas e andaimes;

  • respingos de tinta, argamassa e rejunte difíceis (ou impossíveis) de remover.

No papel, isso parece “coisa pequena”. Na realidade, em obras médias e grandes, esses pequenos danos viram perdas sistemáticas que comem o lucro do empreendimento.

Para 2026, a mensagem é clara:

Piso e acabamento não podem ser tratados como “depois a gente vê”.
Eles precisam entrar no planejamento desde o início – com solução de proteção escolhida, comprada e aplicada na hora certa.


3. Desperdício e retrabalho: vilões silenciosos do canteiro

Diversos levantamentos apontam que o desperdício na construção civil brasileira pode chegar a 30% a 40% dos materiais, considerando perdas, sobras e retrabalho.

Parte desse problema vem de:

  • compras mal planejadas;

  • falhas de comunicação entre projeto e execução;

  • falta de controle sobre o uso de materiais;

  • ausência de proteção adequada em pisos, esquadrias, louças e demais acabamentos.

Além do impacto financeiro, o desperdício também tem peso ambiental: o setor é um dos maiores geradores de resíduos no país, com milhões de toneladas de entulho por ano.

Ou seja, quando você protege pisos e acabamentos, planeja bem as etapas e controla o uso de materiais, não está apenas “economizando um pouco”:

  • está defendendo a margem da obra;

  • reduzindo o volume de resíduos;

  • diminuindo retrabalhos que consomem tempo da equipe e atrasam a entrega.


4. Gestão integrada: conectar canteiro, custos e decisões

Outro recado importante para 2026 é que gestão não pode ficar só na planilha.

Estudos recentes em planejamento e gestão de obras reforçam que a ausência de ferramentas e rotinas de controle compromete diretamente:

  • produtividade;

  • qualidade;

  • capacidade de cumprir prazos e orçamentos.

Para profissionalizar a gestão, a empresa precisa:

  • acompanhar custos por obra de forma estruturada;

  • ter indicadores simples (prazo, custo, produtividade, retrabalho, segurança);

  • registrar decisões e mudanças de escopo;

  • transformar dados em reunião de resultado – não apenas em arquivo esquecido.

Digitalizar processos, usar aplicativos de campo e conectar informações em tempo quase real deixa de ser “moda” e passa a ser uma necessidade competitiva.

Fonte: G1

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